Mourão volta ao comando da Prefeitura de Governador Valadares após quase 20 anos
15/05/2026
(Foto: Reprodução) Mourão é o prefeito em exercício de Governador Valadares
José Bonifácio Mourão (PL) tomou posse como prefeito de Governador Valadares nesta sexta-feira (15), após a cassação do mandato de Coronel Sandro (PL) pela Câmara Municipal.
A cerimônia foi realizada no plenário da Câmara de Governador Valadares e reuniu vereadores, autoridades, apoiadores e familiares. A posse ocorreu um dia após a sessão extraordinária que terminou com 18 votos favoráveis à cassação e 3 contrários.
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Mourão durante juramento na Câmara
Leonardo Duque
Em seu discurso de posse, Mourão afirmou que assume o cargo com “honradez e humildade”, reconheceu a autonomia e a importância da Câmara e disse que pretende contar com o apoio das instituições, entidades e da sociedade.
“Essa cidade precisa de um reencontro consigo mesma. Nenhuma crise é maior do que a força do nosso povo. Tive a honra de administrar essa cidade por oito anos. Conheço suas dificuldades e desafios, mas também sua grande capacidade de se reerguer”, declarou.
Mourão também afirmou que “governar é unir, ouvir e servir” e destacou que, “a partir de hoje, começa um novo tempo de pacificação, diálogo e reconstrução de Governador Valadares”.
Quem é Mourão
Nascido em Sabinópolis, no dia 14 de maio de 1940, José Bonifácio Mourão é advogado formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desde 1976.
Antes de ingressar na política, atuou como advogado, professor e assessor jurídico em instituições públicas e acadêmicas.
Mourão iniciou a trajetória política como vice-prefeito de Governador Valadares no início da década de 1980.
Passagem pela Assembleia Legislativa
A partir de 1987, Mourão passou a atuar como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde exerceu mandatos em diferentes legislaturas entre 1987 e 2019.
Segundo registros oficiais da ALMG, ele atuou como parlamentar nos períodos de 1987 a 1991, 1991 a 1995, 1995 a 1999, 2003 a 2007, 2011 a 2015 e 2015 a 2019.
Na Assembleia, teve destaque como relator da Constituição Mineira de 1989, elaborada após o processo de redemocratização do país.
Também atuou como líder de governo na ALMG entre 2012 e 2014, durante gestão estadual.
As biografias oficiais da Assembleia Legislativa registram ainda homenagens e condecorações recebidas por Mourão ao longo da carreira pública, entre elas a Medalha da Inconfidência, a Medalha Tiradentes, a Medalha da Ordem do Mérito Legislativo, a Medalha Santos Dumont e o Diploma do Mérito Constitucional.
Mandatos na prefeitura
Mourão já comandou a Prefeitura de Governador Valadares em dois períodos: entre 1997 e 2000 e entre 2005 e 2008.
Durante as gestões, ficaram marcadas ações voltadas para infraestrutura, obras públicas, saúde ou desenvolvimento urbano.
Após deixar a prefeitura, Mourão ocupou cargos no governo de Minas Gerais, incluindo o de subsecretário de Estado de Obras Públicas entre 2009 e 2010.
Retorno ao Executivo municipal
Mourão e a esposa
Leonardo Duque
Em 2024, Mourão foi eleito vice-prefeito na chapa encabeçada por Coronel Sandro.
Coronel Sandro, do PL, é eleito prefeito de Governador Valadares
Com a cassação aprovada pela Câmara Municipal, ele passa a assumir oficialmente o comando da prefeitura.
O novo prefeito citou algumas de suas prioridades: término das obras do viaduto Filadélfia, a limpeza urbana, construção do Hospital Regional, entre outras.
Cassação de Coronel Sandro
Coronel Sandro (PL) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal de Governador Valadares após uma sessão extraordinária que durou cerca de 12 horas.
O processo analisou três infrações político-administrativas relacionadas ao transporte escolar do município. Entre os pontos discutidos estavam o modelo de contratação utilizado pela prefeitura, suspeita de sobrepreço, falhas no planejamento do serviço e pagamentos realizados por meio de reconhecimento de dívida.
Os vereadores aprovaram a cassação nas três infrações analisadas. Em todas as votações, o resultado foi de 18 votos favoráveis e 3 contrários.
A sessão foi marcada por momentos de tensão, lotação na galeria, interrupção no fornecimento de energia elétrica e discussão sobre possível sabotagem, hipótese posteriormente descartada pela Polícia Civil após perícia.
Durante a fase de defesa, Coronel Sandro compareceu presencialmente ao plenário e afirmou que respeitaria o resultado da votação, embora considerasse o processo injusto.
Após a cassação, a defesa informou que pretende recorrer da decisão na Justiça e questionar judicialmente pontos do rito adotado durante a sessão.
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